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Belíssimo! O segundo volume de Kill Bill tem menos sangue que o primeiro mas é um filme mais tenso e ao mesmo tempo mais engraçado. A luta com Elle está IM-PA-GÁ-VEL e a conclusão do embate é perfeita! Já o encontro com Bill é completamente diferente, mas o duelo de olhares e posturas sutis entre os personagens ficou muito bem feito, e a coreografia da luta não poderia ter sido melhor - surpreendente e absolutamente linda.
O filme tem piadas ótimas e com certeza a melhor delas é o teinamento com Pai Mei, uma ótima sátira de filmes de Kung Fu. Aliás, as histórias paralelas à trama principal são sempre bem amarradas e fazem o filme se comportar como um jogo, onde tudo se completa. O primeiro episódio teve a presença de um personagem "coadjuvante" muito marcante - Hattori Hanzo - mais melancólico, mais sério, mas com um humor tão singular que caracterizava sua cena como um "intervalo" - um descanso no meio de tanta pancadaria. Pai Mei também é um intervalo e um argumento indispensável pra várias cenas do filme - e definitivamente, o protagonista das cenas mais divertidas de toda a seqüência.
Uma coisa interessante dos filmes do Tarantino é como ele consegue contar o final do filme exatamente no começo e ainda assim você se perguntar desesperadamente na cadeira do cinema - COMO ELA VAI SE SAFAR DESTA???? Pra variar - excelente trilha sonora, atuações impecáveis (David Carradine!!! - UAU!), cenas absolutamente inusitadas, timing e ritmo de ação/ humor/ descanso maravilhoso.. enfim... um espetáculo de filme. Vale a pena assistir! :)
Fraquinho, mas vai ser um ótimo filme a la "Indiana Jones".
O Código da Vinci é uma ficção de associações entre religião, seitas, arte, ação policial, romance... é o samba do criolo doido. Narrativa cheia de clichês, piadas insuportáveis, o estilo americano horroroso de escrever e o inexplicável: é simplesmente impossível largar o livro. Eu comecei a ler o livro as 6 da tarde e parei as 5 da manhã - com raiva, indignada de não conseguir largar o maldito Código. Pra quem gosta de suspense pop, Harry Potter e best sellers, este livro é diversão de primeira. Quem tem um mínimo de exigência literária vai sofrer, mas pode rir bastante - foi o meu caso. Agora quem é cult deve voltar correndo pro Umberto Eco - Dan Brown pode ser prejudicial a sua saúde.
"Males que vêm pro bem". Sabem este ditado? Acho que tem tudo a ver com este filme. A história é simples - um taxista se torna refém/motorista particular de um assassino e se vê obrigado a tomar atitudes insólitas - ele se torna um super herói em uma situação de pânico. Jamie Foxx - o taxista Max - está ótimo no papel e o filme mostra muito bem como pessoas comuns podem mudar completamente quando submetidas a pressão - vide a cena em que Max entre na boate para recuperar o material de Vincent.
O mais interessante é ver como algo "ruim" como um sequestro tem a capacidade de melhorar a vida de alguém - no caso, tornou Max um cara muito mais seguro e corajoso. Na vida real, situações bem menos estressantes (mas também ruins) são capazes de trazer a tona o melhor de certas pessoas. É bom ver um filme que mostra isso de uma maneira inteligente.