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FILMES & LIVROS

arquivos | o gato amestrado | fotolog | orkut


25.1.05


Moça com Brinco de Pérola
filme





A fotografia é linda e tem uma ou duas cenas interessantes... e é só. Tudo bem que eu adoro a Scarlett Johansson e o Colin Firth, mas é desperdício de talentos... o diretor deve ter dado alguma coisa química pra coitada pendurar o beiço e ficar com cara de "camponesa ingênua o tempo todo de boca aberta". O filme é uma sucessão de nadas... ela limpa a calçada, lava a roupa, arruma as coisas, faz cara de cansada, ai começa a ariar panelas, comprar carne no mercado, estender a roupa, cara de tédio de novo... e o público já dormiu na cadeira... é uma pena.
Pra quem não sabe a história - uma menina de 17 anos tem que trabalhar como criada para ajudar a família. Ela vai trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer e tem que aguentar o ciúme de sua mulher, as intrigas de uma de suas filhas (que pra mim é a encarnação do hobbit Merry) e os assédios do mecenas do seu patrão... e ainda se dividir entre o amor do açougueiro e o desejo que sente pelo misterioso pintor.
Só gostei mesmo da cena do cabelo - achei muito sensual - e do momento em que finalmente ela faz alguma coisa e procura o açougueiro... falando assim parece trash, né? Anh... não fosse a fotografia era trash mesmo... um quadro tão bonito, atores tão bons e um filme tão mediocre... dói meu coração, mas eu não gostei mesmo.

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O Sol Nascente - Michael Crichton
livro



Hummm....olha... eu não gostei. Pra falar de toda a situação de rivalidade dos EUA com o Japão nos anos 80 e 90, teria sido melhor escrever um não-ficção... ou ter tido mais paciência e elaborado melhor a trama... parece uma máscara mal feita para se posicionar contra a agressividade japonesa nos negócios... muito ruim. E é visivel o rancor do autor, mesmo tentando disfarçar mostrando os prós dos japoneses... blé.
O livro conta uma historinha policial de um assassinato de uma moça americana num novo centro de negócios japoneses. Há toda uma aura decadente de tecnologia misturada com algo de máfia e um mistério trash tipicamente americano... o coitado do narrador, o policial Peter Smith é simplemente um personagens mais mal elaborados que eu já vi, sem a menor capacidade de raciocínio e nem o mínimo de bom senso. Resumindo, é um babaca completo que tem que ficar na sobra de outro policial mais experiente - John Connor - para tentar resolver o caso. É óbvio que toda a investigação é liderada por Connor, que a cada cinco frases lança uns dez parágrafos de teoria rocombolesca sobre os hábitos japoneses. A resolução da trama é desastrosa, o livro é cheio de pontas soltas... e muitas vezes durante a leitura o autor te leva a um ponto, a outro e por fim a lugar nenhum.
Se alguém tá afim de ler sobre contraste da cultura japonesa com americana nos negócios desta época, recomendo duas leituras - Iacocca - uma autobiografia, do Lee Iacocca (ex-diretor da Ford e diretor da Chrisler na época) escrito em parceria com Willian Novak; e Made in Japan, do Akio Morita (presidente da Sony na época). Os dois livros são interessantes e bastante surpreendentes, até. Na época que li eu gostei, mas é preciso estar no mínimo um pouco interessado no assunto, ou as histórias se tornam tediosas...
Bom... se eu assistir e gostar do filme O Sol Nascente eu comento aqui. Reza a lenda que é melhorzinho.

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17.1.05


Musashi 1 - Eiji Yoshikawa
livro





Que deliciosa viagem em um mundo tão diferente do nosso. Musashi é um guerreiro que decide encontrar o equilibrio e se tornar o melhor samurai do mundo. O livro tem 900 páginas mas é tão bom que eu devorei em pouquissimos dias... ele te envolve de tal maneira que por vários momentos a gente se sente no Japão, mergulhado entre tantas aventuras. Além das memoráveis passagens de luta, o livro tem momentos muito delicados e especiais, como o capítulo sobre o corte da peônia, a cerimônia do chá e os confrontos com as mulheres. Belas palavras sobre arrogância, coragem, honra, medo, vida. Imperdível este livro, não vejo a hora de ler o segundo volume. Recomendo!

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Secretária
filme





É um dos romances mais estranhamente sensuais do cinema, sem dúvida. Da primeira a última cena o filme dá um banho de um finíssimo humor e cenas muito charmosas. Pra quem não sabe do que se trata, um resuminho: uma mocinha louca e com muitos problemas, que se machuca pra fugir da sua própria dor, resolve arranjar um emprego pra se distrair um pouco. E consegue o primeiro emprego da sua vida no escritório de um advogado muito estranho e metódico. Ele é exigente em todos os mínimos detalhes, repara em tudo, implica com todos os aspectos da vida pessoal dela e o clima vai ficando cada vez melhor - ou pior. Ok, talvez muita gente assista e ache este filme "freak", afinal, mostra cenas sadomasoquistas e tal. Mas como disse o diretor Steven Shainberg (uma figura!) - é uma história de amor. Ela não precisa de cura, ela só precisa aceitar sua maneira de amar. Isso é muito legal. A atriz Maggie Gyllenhaal é absolutamente fofa e está perfeita no papel e James Spader também está impagável. Inovador e inteligente... bom ver um filme assim :)

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