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FILMES & LIVROS

arquivos | o gato amestrado | fotolog | orkut


25.6.08


Fim dos Tempos
filme





Filme bastante bizarro e esquisito do diretor M. Night Shyamalan. Bem, eu gostei de alguns filmes dele, como o Sexto Sentido e A Vila. Outros eu achei aceitaveis e não péssimos, tipo a Dama na Água e Sinais. E decididamente não gostei daquele Corpo Fechado. Este agora, também não gostei. Tem umas cenas bizarras, que eu tenho a impressão que ele tentou ser engraçado. Mas não é engraçado, é somente estranho. Fico achando que o filme todo é uma grande ironia, uma grande tiração de sarro da nossa cara. Só que não é tão bem tirado o sarro. Tipo, não é nem suspense nem comédia, nem ação, nem terror, nem nada. É um filme meio sem genero, nem se houvesse a classificação Freak, ele caberia. Enfim, não vale a ida ao cinema. Talvez se tiver passando na tv a cabo e ninguém tenha mais nada de bom para fazer.... ai quem sabe.

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Beijo Roubado
filme





Um retrato interessante sobre relacionamentos em geral. Não sei se tenho condições de fazer uma avaliação correta, por estar vivendo um momento meio estranho na minha vida. Mas não sei o que a Lizzie (ou sei lá como era o nome dela) sente ao ver todos aqueles relacionamentos tristes passando pelo seu balcão. Como ela pode achar que estava fugindo da realidade trabalhando obsessivamente, se todos os dias ela via o reflexo da decadencia do que ela tinha passado, exatamente na sua frente? Não entendo como ela podia achar que estava fugindo, na verdade acho que ela estava vivendo intensamente todas as emoções que a afligiram antes, com toda a força. Já que ela não podia sentir a dor da perda com quem ela havia perdido, ela foi sentir a dor dela junto à dor dos outros. Ela foi buscar companheiros de decadencia amorosa, para compartilhar seu sofrimento, mesmo que tão discretamente. Tanto que, só depois de tanto sofrimento, ela retorna.

Estética bastante moderna, atores ótimos e um ritmo de narrativa bem esquisito. Ouvi falar que foi um filme gravado só com improvisos. Possivel, o estilo é bastante incomum. Gostei e recomendo, porém é meio deprimente. Melhor ir ao cinema acompanhado, para não se matar logo na saida.

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4.5.08


Noites Tropicais - Nelson Motta
livro





Ótimo livro, e praticamente um guia para relembrar (ou conhecer) as histórias e as personalidades da musica brasileira de 1950 pra cá. Nelson Motta lembra desde o tempo da bossa nova, a musica carioca da zona sul, o surgimento do rock brasileiro, os festivais, o nucleo paulista, as vozes fantásticas do sul e da bahia, a ditadura, as novas influências, novos artistas. Ele cita todas aquelas pessoas que eu lembro vagamente, influência dos meus pais... é fantástico ver todos aqueles nomes no livro, e poder pesquisar quem foi cada um deles, ouvir suas músicas e entender a evolução dos estilos. O final é meio apocalíptico, porque ele termina justamente no sertanejo, dizendo que não sabe para onde vai nossa música, e que estava apostando suas fichas na sua nova artista, Daniela Mercury. Gente, Isso foi há 16 anos!! De lá pra cá a coisa só piorou!

Enfim, ele não revela todos os podres da MPB nem conta nenhum segredo absurdo, até porque grande parte das pessoas que ele cita no livro são amigos. Sua visão é bem gentil, vamos dizer assim. Mas vale MUITO a pena ler este livro e ver quanto a nossa música foi fantástica. Boa leitura para vcs também!

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O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago
livro



Há anos penso em ler este livro e há poucos meses comprei, mas o deixei na prateleira. Eu sempre olhava para ele tentando me animar, sabendo que iria falar de religião, que eu ficaria entediada, enfim, que seria preciso ter paciência para ler, coisa que atualmente não tenho muita.
Mas que nada, desde as primeiras palavras até o fim, Saramago impõe uma narrativa dinâmica, interessante, com detalhes, digamos assim, vulgares, sobre a vida de Jesus. Ele não é aquele herói inatingível, que não erra jamais. E o livro obviamente não é um capítulo perdido da Bíblia, então é claro que ninguém deve tratar como uma blasfêmia - apesar que foi exatamente assim que trataram o lançamento, em 1991.

A história é conhecida, obviamente. A maioria das pessoas conhece a história de Jesus, do começo; do nascimento na manjedoura, até o fim; morto na cruz. Não preciso falar de nada disso. O que é interessante é a narrativa, os detalhes, a informalidade do texto. O Diabo está sempre acessível. Jesus se desentende com sua mãe Maria - o que para mim é motivo de choque, ao longo do livro. Maria de Magdala é uma companhia presente e não ocasional. Judas não é exatamente um traidor. Deus tem planos bem detalhados para o futuro e conta como fará a expansão do seu reino. Pilatos lava suas mãos, afinal era um hábito após os julgamentos.

Os milagres mais famosos são recontados sob outra ótica, o que resulta numa história totalmente nova, apesar de ser tão antiga. Um livro que vale muito a pena, e realmente deve ter deixado os clérigos apavorados quando foi lançado. Uma pena que eu era criança naquela época, e não pude acompanhar o bafafá.

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25.2.07


Bonequinha de Luxo
filme





A história não é fantástica, os atores não são incríveis, e o filme nem é imperdível.... Ops! É sim! Afinal, quem não tem esses dias em que tudo é vermelho? Qual mulher não cobiça loucamente as roupas, acessórios, trejeitos, e olhares de Audrey Hepburn? E quem faria uma acompanhante de luxo mais elegante, charmosa e surpreendente?

Acho que toda mulher tem um momento de transgredir, de sair da casca e buscar quem realmente é, um estilo próprio, uma personalidade forte. Holly Golightly é justamente isso, essa ansia por ser alguém e ter algum significado. E claro, viver num mundo mais luxuoso e mais divertido.

Eu simplesmente adoro a cena da festa, o gato seguindo o cigarro aceso, absolutamente todas as roupas, e a cena na Tiffany. Gosto também de todas as cenas envolvendo a história do ex-marido, desde o momento em que ele surge pela primeira vez, até o fim, quando ela está bêbada vendo as dancarinas num bar masculinho. E o fim do filme, é claro, quando ela abraça o gato.

Em compensação odeio o ator que faz aquele japonês, e vendo DVD comemorativo, fiquei muito feliz de saber que não sou só eu. Até o diretor hoje se arrepende de ter colocado aquele cara no papel. Também não gosto muito do ator água com açúcar que contracena com ela, mas também não acho ruim.

Não foi a primeira vez que assisti, nem será a ultima. Para o publico em geral é um bom filme e vale a pena ver. Claro que o meu conselho para as mulheres é diferente: é essencial! Tenha o DVD em casa!

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22.12.05


Quase não li este ano... que vergonha. Fora que boa parte deles era daqueles livros juvenis, bem pequenos e rápidos... arg.

listinha micro só para uma retrospectiva:
1 - Anti-Justine - Restif de la Bretonne
2 - Cem dias entre céu e Mar - Amyr Klink
3 - Coraline - Neil Gaiman
4 - Depois do Funeral - Agatha Christie
5 - Enigma da Televisão - Marcos Rey
6 - O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams
7 - A Metamorfose - Franz Kafka
8 - Morte e Vida de Grandes Cidades - Jane Jacobs
9 - A mulher de Trinta Anos - Honoré de Balzac
10 - Mulheres Francesas não Engordam - Mireille Guiliano
11 - Musashi Vol.1 - Eiji Yoshikawa
12 - Um rosto no Computador - Marcos Rey
13 - O Sol Nascente - Michael Crichton
14 - Sozinho no Polo Norte - Thomas Brandolin

ano passado foram uns 40... este ano foram 14! Mas vou me dar um desconto... foi o ultimo ano da faculdade, eu li muitos livros técnicos que não estão ai, e também começou uma obra aqui do lado de casa, e eu não consigo me concentrar para ler com essa barulheira toda. Eu reli vários livros, que também não vou citar, mas ainda assim, preciso melhorar muito... ano que vem vou ler mais.
Quanto a filmes... eu vi muito mais do que eu citei... só esta semana eu vi King Kong do Peter Jackson, O guia do mochileiro das galáxias, Amelie Poulain e outros. Vou tentar fazer uns resumos básicos até o fim do ano. E se eu me inspirar, quem sabe não rola uma retrospectiva?
De qualquer forma, feliz natal aos visitantes, e um ótimo ano novo para todos! Um abração! :D

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23.10.05


O Jardineiro Fiel
filme





Maravilhoso este filme de Fernando Meirelles. Critico, belo, inteligente, assustador. Incrivel como a mescla de denúncia mundial com análise da sociedade, misturada a conflito no relacionamento pode trazer um resultado tão interessante. Tessa, a personagem de Rachel Weisz é fascinante. Ela domina a cena, brilha em cada momento, ofusca até a pobreza ao seu redor. Ralph Fiennes parece o tempo todo afastado, meio cinza. E até o fim do filme ele entende toda a situação e finalmente cria seu próprio brilho.
A critica à situação da África é real. É triste pensar que essas pessoas poderiam estar melhores sem esta 'ajuda' interesseira. Muitas pessoas morreram, muitas pessoas morrerão tentando denunciar e melhorar a situação dos africanos. Não entendo como alguém pode achar que eles já estão condenados, e usá-los como cobaias humanas. Há muita distorção no comportamento dos mais poderosos, não existe mais a noção do valor de uma vida. É aquela filosofia falsamente heróica... morrem alguns para salvar os outros. Mas e quem disse que estas pessoas eram voluntárias para este bem maior? Elas nem sabem a que estão submetidas...

Não li o livro do John le Carré, no qual o filme foi baseado, mas já esta na minha lista de próximas leituras. Esta história não é mera ficção, o autor foi um diplomata que trabalhava nesta área e que viu de perto essa situação vergonhosa. Confiram. Vale a pena.

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22.10.05


Livros do último mês:
Sozinho no Polo Norte - Thomas Brandolin - Cheio de girias, uma marcha frustrada, e afagos no cachorro Bruno. O título fala por si e o livro tinha potencial... mas não gostei.
A Mulher de Trinta Anos - Balzac - interessante, porém fragmentado. O livro é uma junção de vários contos de Balzac, e depois do terceiro capitulo se torna um pouco confuso. Mas este livro merece mais comentários do que isso... vou tentar escrever um texto depois porque vale a pena.

Filmes da ultima semana:
O Jardineiro Fiel... eu tenho que escrever, porque merece 5 estrelinhas
A noiva Cadáver - também muito bom :) vou escrever, eu juro!
Serenity - no festival do Rio... agora estou vendo a série Firefly, que é bem divertida.

Teatro
Gibi - na semana da criança em Florianópolis. Muito divertido :) Teatro de luz negra da Turma do Papum. O SuperAdão era o melhor!

Eu sei que eu li e vi mais do que isso, mas ... uma hora eu lembro :P
Abraços pros leitores insistentes! :)

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24.8.05


Água Negra
filme





Esquisito, sem muitas explicações e sem ser muito mastigado. Não é a toa que os americanos odiaram, né?
Eu gostei, é intrigante, esquisito, mas interessante. A Jennifer Connelly é linda e convincente. Levei alguns sustos (mas não é um filme de sustos, viu?), achei várias cenas muito bonitas ou muito loucas. A água é realmente bizarra e é uma personagem do filme. Muito interessante. Tim Roth rouba as cenas em que aparece, é um papel ótimo. Aliás, os coadjuvantes deste filme são excelentes!
O que eu não gostei foi que faltaram cenas que eu vi no trailler...duas que eu lembro. E achei que acabou muito de repente. Um filme mediano, mas legal. Não sei porque falaram tão mal, eu gostei e vale o ingresso sim.

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12.8.05


gente... ando com uma preguiça danada pra escrever...
então só vou registrar os ultimos livros que eu li, pra não me perder depois

Um rosto no computador, Marcos Rey
Enigma na Televisão, Marcos Rey
Depois do Funeral, Agatha Christie


e o excelente:
Cem Dias entre Céu e Mar, Amyr Klink - recomendo. Um dos melhores livros que eu já li.

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25.7.05


Quem me mandou o questionário foi meu amigo Donizzeti, do Me, Myself and I

1. Qual seu filme favorito?
Hum... difícil, né? Gosto de tantos... mas se é pra escolher um só, Cinema Paradiso.

2. Qual o último DVD que você comprou?
A Fantástica Fábrica de Chocolates, a versão de 1971. Este filme é mesmo ótimo, nada melhor que o cinismo do Gene Wilder e a arrogância da Veruca Salt. :)

3. Quais os cinco últimos filmes que você viu?
Charlie and the Chocolate Factory
Sin City
Batman Begins
Mystic River
Closer
tenho que comentar todos aqui mas a preguiça anda graaaande...

4. Qual é o melhor filme brasileiro de todos os tempos?
De todos os tempos? Não posso dizer, não vi tantos assim. Mas gostei muito de Abril Despedaçado, foi um dos mais marcantes.

5. Qual o seu diretor/ator/atriz e o seu gênero favoritos?
no momento:
Stanley Kubrick
Ed Harris
Kristin Scott Thomas
drama

6. Escolha 5 pessoas para passar a corrente:
5? Anh... vou passar só pro Vladimir, do Nem Todos São Arte

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11.7.05


Morte e Vida de Grandes Cidades - Jane Jacobs
livro



Este é um daqueles livros para arquitetos que podem ser lidos por qualquer cidadão, por qualquer pessoa que queria preservar, melhorar, reoganizar e valorizar sua cidade. Hoje é o dia da banca do meu TCC, pra quem não sabe, estou me formando em Arquitetura e Urbanismo, pela UFSC. Eu já havia lido vários pedaços deste livro ao longo do curso, só fui ler inteiro agora, este último mês. Bem... sobre o que ela fala?
A autora é americana, e fala sobre como as relações de usos de uma cidade, ou de alturas de edificações, ou a politica pode trazer vida ou morte para as cidades. O livro é da década de 50, mas é incrivelmente atual, e parece que nossos urbanistas e principalmente, politicos, nunca deram a mínima pra tudo o que ela falou. Já li vários outros artigos, brasileiros e estrangeiros que seguem esta linha, que pra mim parece perfeitamente coerente. Jane Jacobs é a favor de uma cidade tradicional, mas ao mesmo tempo, revolucionária pelo conhecimento que tem de si própria. A cidade hoje é cega, não sabe pra onde cresce, como e por que cresce em determinada direção. Ela traz uma clareza, um novo olhar e uma maneira de refletir sobre o crescimento da cidade, maneiras de planejar para gerar menos violência, mais inclusão social, menos monotonia.
Enfim, um grande livro para qualquer um que queira ser um cidadão consciente e participativo em sua comunidade, e um livro essencial para qualquer urbanista.

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17.5.05


Coraline - Neil Gaiman
livro





Este é um livro infantil simplesmente encantador do comentado autor de Sandman - Neil Gaiman. Trata se da história de uma menina que se muda para um apartamento e descobre que nele há uma porta que a leva para um apartamento semelhante ao seu, mas lá, todas as coisas são feitas para agradá-la. Lá ela tem outra mãe e outro pai, um outro quarto e outros brinquedos, e tudo é muito parecido com o que ela tem, mas muito mais divertido, ou saboroso, ou interessante. Porém, há algo estranho em todas estas coisas. Sua outra mãe é mais alta e mais magra que a sua mãe, e mais branca também. Seu outro pai parece estranho também. As pessoas dos quadros nas paredes tem algo no olhar que ela não sabe decifrar, mas sabe que é ruim. E aos poucos ela vai descobrindo várias coisas muito esquisitas e assustadoras, e nós, leitores, ficamos cada vez mais interessados.
É uma graça este livro. Lembra bastante Alice no País das Maravilhas, pela fantasia e seres inusitados, mas tem um toque de maldade muito mais preciso e sombrio. É indicado para crianças de 7 a 12 anos, mas acho que eu não leria para uma crianças menor de 10, a menos que quisesse vê-la tendo pesadelos :P
De qualquer maneira, indico aos leitores deste blog. Coraline é uma delicia de ler, rápido, inteligente e com a mistura bem dosada de amor, medo, coragem e ilusão. Vale a pena.

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3.5.05


Herói
filme





Ying Xiong, 2002.
Gente... eu nem ia assistir este filme porque odiei as críticas ridículas dos jornais... disseram que era uma mistura de Kill Bill com Matrix com o Tigre e o Dragão, entre outras bobagens. Nããããão... nada a ver mesmo! A história é unica, não tem absolutamente nada a ver com as histórias dos outros filmes! Alguns recursos de câmera são parecidos, assim como o uso de cabos nas lutas... mas fora isso, quem escreveu estas bobagens merece ser demitido do jornal.
A princípio achei a filmagem bem estranha. Os diálogos - ora o rosto de um ator, ora o de outro em close, como novela mexicana - é muito diferente do que somos acostumados. Mas ai começam as histórias. A música, a roupa, a coreografia maravilhosa, as cores inacreditáveis. É um espetáculo que mexe com todos os sentidos... o violino de Itzhak Perlman passeia pelo filme como uma brisa, os tambores estão fortes, como a própria história... as cores hipnotizam, e a coreografia é quase um balé.
São diversas versões da mesma história... quando chega na última, eu já estava um pouco cansada, mas os objetivos de toda a luta ficam claros - numa cena belíssima no deserto. As conclusões finais vêm com claras referências ao teatro chinês, e por fim, o título do filme mostra seu sentido grandioso.

Este filme é Arte, em toda sua plenitude. Simplesmente inspirador, um dos melhores do ano até agora.

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25.1.05


Moça com Brinco de Pérola
filme





A fotografia é linda e tem uma ou duas cenas interessantes... e é só. Tudo bem que eu adoro a Scarlett Johansson e o Colin Firth, mas é desperdício de talentos... o diretor deve ter dado alguma coisa química pra coitada pendurar o beiço e ficar com cara de "camponesa ingênua o tempo todo de boca aberta". O filme é uma sucessão de nadas... ela limpa a calçada, lava a roupa, arruma as coisas, faz cara de cansada, ai começa a ariar panelas, comprar carne no mercado, estender a roupa, cara de tédio de novo... e o público já dormiu na cadeira... é uma pena.
Pra quem não sabe a história - uma menina de 17 anos tem que trabalhar como criada para ajudar a família. Ela vai trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer e tem que aguentar o ciúme de sua mulher, as intrigas de uma de suas filhas (que pra mim é a encarnação do hobbit Merry) e os assédios do mecenas do seu patrão... e ainda se dividir entre o amor do açougueiro e o desejo que sente pelo misterioso pintor.
Só gostei mesmo da cena do cabelo - achei muito sensual - e do momento em que finalmente ela faz alguma coisa e procura o açougueiro... falando assim parece trash, né? Anh... não fosse a fotografia era trash mesmo... um quadro tão bonito, atores tão bons e um filme tão mediocre... dói meu coração, mas eu não gostei mesmo.

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O Sol Nascente - Michael Crichton
livro



Hummm....olha... eu não gostei. Pra falar de toda a situação de rivalidade dos EUA com o Japão nos anos 80 e 90, teria sido melhor escrever um não-ficção... ou ter tido mais paciência e elaborado melhor a trama... parece uma máscara mal feita para se posicionar contra a agressividade japonesa nos negócios... muito ruim. E é visivel o rancor do autor, mesmo tentando disfarçar mostrando os prós dos japoneses... blé.
O livro conta uma historinha policial de um assassinato de uma moça americana num novo centro de negócios japoneses. Há toda uma aura decadente de tecnologia misturada com algo de máfia e um mistério trash tipicamente americano... o coitado do narrador, o policial Peter Smith é simplemente um personagens mais mal elaborados que eu já vi, sem a menor capacidade de raciocínio e nem o mínimo de bom senso. Resumindo, é um babaca completo que tem que ficar na sobra de outro policial mais experiente - John Connor - para tentar resolver o caso. É óbvio que toda a investigação é liderada por Connor, que a cada cinco frases lança uns dez parágrafos de teoria rocombolesca sobre os hábitos japoneses. A resolução da trama é desastrosa, o livro é cheio de pontas soltas... e muitas vezes durante a leitura o autor te leva a um ponto, a outro e por fim a lugar nenhum.
Se alguém tá afim de ler sobre contraste da cultura japonesa com americana nos negócios desta época, recomendo duas leituras - Iacocca - uma autobiografia, do Lee Iacocca (ex-diretor da Ford e diretor da Chrisler na época) escrito em parceria com Willian Novak; e Made in Japan, do Akio Morita (presidente da Sony na época). Os dois livros são interessantes e bastante surpreendentes, até. Na época que li eu gostei, mas é preciso estar no mínimo um pouco interessado no assunto, ou as histórias se tornam tediosas...
Bom... se eu assistir e gostar do filme O Sol Nascente eu comento aqui. Reza a lenda que é melhorzinho.

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17.1.05


Musashi 1 - Eiji Yoshikawa
livro





Que deliciosa viagem em um mundo tão diferente do nosso. Musashi é um guerreiro que decide encontrar o equilibrio e se tornar o melhor samurai do mundo. O livro tem 900 páginas mas é tão bom que eu devorei em pouquissimos dias... ele te envolve de tal maneira que por vários momentos a gente se sente no Japão, mergulhado entre tantas aventuras. Além das memoráveis passagens de luta, o livro tem momentos muito delicados e especiais, como o capítulo sobre o corte da peônia, a cerimônia do chá e os confrontos com as mulheres. Belas palavras sobre arrogância, coragem, honra, medo, vida. Imperdível este livro, não vejo a hora de ler o segundo volume. Recomendo!

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Secretária
filme





É um dos romances mais estranhamente sensuais do cinema, sem dúvida. Da primeira a última cena o filme dá um banho de um finíssimo humor e cenas muito charmosas. Pra quem não sabe do que se trata, um resuminho: uma mocinha louca e com muitos problemas, que se machuca pra fugir da sua própria dor, resolve arranjar um emprego pra se distrair um pouco. E consegue o primeiro emprego da sua vida no escritório de um advogado muito estranho e metódico. Ele é exigente em todos os mínimos detalhes, repara em tudo, implica com todos os aspectos da vida pessoal dela e o clima vai ficando cada vez melhor - ou pior. Ok, talvez muita gente assista e ache este filme "freak", afinal, mostra cenas sadomasoquistas e tal. Mas como disse o diretor Steven Shainberg (uma figura!) - é uma história de amor. Ela não precisa de cura, ela só precisa aceitar sua maneira de amar. Isso é muito legal. A atriz Maggie Gyllenhaal é absolutamente fofa e está perfeita no papel e James Spader também está impagável. Inovador e inteligente... bom ver um filme assim :)

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30.11.04


Adeus, Lenin!
filme





Uma mãe ativista e cidadã exemplar da Alemanha Oriental entra em coma pouco antes da queda do Muro de Berlin. Oito meses depois ela acorda muito frágil, sem poder sentir fortes emoções. Seu filho recria seu antigo quarto comunista, convence os vizinhos a mentirem para ela que tudo continua igual, e cria até um falso telejornal, tudo para que ela não descubra a nova situação da Alemanha.
O filme é um dos retratos mais interessantes, bonitos e bem humorados do que foi a queda do muro para os alemães. Uns comemoraram, outros lamentaram, muitos mudaram seu jeito de ser sem ao menos perceber e a chegada da mãe com as memórias do antigo regime mostra como tudo mudou radicalmente.
A relação do filho com a mãe é belíssima, e o esforço que ele faz para que ela se sinta bem e entenda a nova realidade aos poucos é tocante. O final do filme é simplesmente lindo. Mesmo. É um daqueles filmes que fazem a gente pensar e se sentir bem no final.
Excelente trilha sonora, várias cenas belíssimas como a famosa com a estátua de Lenin, e ótimas atuações. Adorei este filme! Recomendo!

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5.11.04


Mulheres Perfeitas
filme





Sátira muito bem humorada do que é o mundinho perfeito pra algumas mentes doentias. Nicole Kidman estressada e recém desempregada é convencida pelo marido Matthew Broderick a ir morar em uma cidadezinha 'perfeita' onde tudo é completamente fake. A vida nos moldes 'disneylândia' parece muito boa, todos estão muito felizes, tudo é limpo, com cor pastel e gramados fofinhos. Mas com o tempo ela percebe que há algo muito muito estranho nesta 'perfeição' toda.
O mais legal deste filme é a critica da vida de contos de fada onde não é preciso pensar, dos lugares que parecem claramente cenários e não cidades reais, das mulheres idiotizadas por um modelo do que seria perfeito e a falta total e completa de exigência estética e ética masculina. E tudo isso um roteiro leve e bobinho, sem divagações sobre o que é real e o que não é - isso fica pro espectador. Gostei!

ps.: o Matthew Broderick tá muito esquisito... ele fez plástica ou a cara lisinha era maquiagem?

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4.11.04


Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
filme





Lindo! Lindo lindo lindo! Este filme é um daqueles filmes que te fazem sair do cinema inspirado, com vontade de fazer tudo bem feito, tudo mais bonito, tudo de novo. É simplesmente belíssimo e imperdível!
Bom.. Kate Winslet (absolutamente maravilhosa) revoltada com as crises em seu namoro com o personagem de Jim Carey (também impecável) resolve impulsivamente apagar as memórias de seu relacionamento em uma clínica. Ele se revolta e decide apagar também, e o filme viaja no processo até que ele se arrepende e o filme vira uma correria para preservar as boas lembranças. A trilha sonora é simplesmente ótima, os diálogos são muito divertidos e o ritmo do filme é todo louco - e não poderia ser diferente, o roteirista é o Charlie Kaufman, o mesmo de Quero ser John Malkovich.
Não vou contar muito mais do filme, mas devo dizer que o final é brilhante, recomendado e necessário! Boa sessão! :)

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21.10.04


Sky Captain and the World of Tomorrow
filme





Paródia engraçadinha dos filmes e quadrinhos com histórias de detetives dos anos 40. A história tem aquele rocombole de estereótipos - nazistas dominando o mundo, um cientista maluco, uma jornalista irritante, um herói aviador, uma agente sedutora - na luta básica do bem contra o mal. A história é bem improvável e louca, mas antes de dizer que o roteirista tava chapado, temos que imaginar o filme como um daqueles velhos gibis perdidos no sotão. A fotografia ficou linda, os ângulos de câmera estão perfeitos (impossivel não lembrar de uma composição em quadrinhos), a sombra ficou dramática na diagonal e visualmente ficou ótimo, mas... alguma coisa faltou. Não sei se foi a música, não sei se a culpa foi da chatisse da Gwyneth Paltrow... talvez tenha ficado muito "imitação do passado" ao invés de "homenagem". Ainda assim vale a visita no cinema pelas cenas belíssimas do porta-aviões, das máquinas muito bem construidas e dos ótimos efeitos especiais.

ps.: os cenários deste filme são 100% virtuais. Interessante né?

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2.10.04


Ensaio Sobre a Lucidez - José Saramago
livro



Embalada pelas eleições municipais, terminei de este maravilhoso Ensaio Sobre a Lucidez. O resumo é o seguinte: quatro anos após a cegueira branca que atingiu todos no país, cerca de 80% da população da capital vota em branco. O governo se desespera com esta manifestação de desprezo por aquilo que chamavam de "democracia" e resolve fazer novas eleições - sem sucesso, pois o índice de votos em brancos só aumenta. O desespero das autoridades fica cada vez maior, e a medidas para preservar o estado e a democracia vão pouco a pouco se tornando cada vez mais ditatoriais.
Estado de sítio, repressão, manipulação da imprensa... pouco a pouco a verdadeira face do governo se mostra, e seu rosto não poderia ser pior. A lucidez contagiosa que atinge o povo é considerada doença, a manifestação branca passa a ser considerada uma nova cegueira branca, de todas as formas é preciso encobrir a verdade.

Este livro é simplesmente belíssimo, chega a arrepiar. Quem já leu 1984 (de George Orwell) vai identificar várias teorias semelhantes, infelizmente muito parecidas também com a vida real. Recomendo ler o Ensaio Sobre a Cegueira (também do Saramago) antes - que é simplesmente maravilhoso - e este na seqüência... vale a pena! São livros que nos fazem pensar.

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Terminal
filme





Anh... o trailer é divertido, o elenco é bom, o tema é interessante, mas o filme é muito fraquinho. Bom, a história é a seguinte: um cara de um pais minúsculo da Europa, que fala um dialeto muito estranho e raro, vai para os Estados Unidos. Quando chega no aeroporto JFK descobre que seu país sofreu um golpe e não existe mais, e que não pode sair do aeroporto até que a situação volte a normalidade. Enfim, ele passa a viver - e sobreviver no aeroporto, aprende inglês, faz amigos, inimigos, se apaixona, etc. Parece legal, né? Mas o filme não se sustenta. Tem uma piadinha ali e aqui, força um pouco a barra pra ser engraçado e tem muitas cenas de enchimento... mas enfim, um mérito o filme tem - Catherine Zeta-Jones está absolutamente linda.

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30.9.04


Kill Bill 2
filme





Belíssimo! O segundo volume de Kill Bill tem menos sangue que o primeiro mas é um filme mais tenso e ao mesmo tempo mais engraçado. A luta com Elle está IM-PA-GÁ-VEL e a conclusão do embate é perfeita! Já o encontro com Bill é completamente diferente, mas o duelo de olhares e posturas sutis entre os personagens ficou muito bem feito, e a coreografia da luta não poderia ter sido melhor - surpreendente e absolutamente linda.
O filme tem piadas ótimas e com certeza a melhor delas é o teinamento com Pai Mei, uma ótima sátira de filmes de Kung Fu. Aliás, as histórias paralelas à trama principal são sempre bem amarradas e fazem o filme se comportar como um jogo, onde tudo se completa. O primeiro episódio teve a presença de um personagem "coadjuvante" muito marcante - Hattori Hanzo - mais melancólico, mais sério, mas com um humor tão singular que caracterizava sua cena como um "intervalo" - um descanso no meio de tanta pancadaria. Pai Mei também é um intervalo e um argumento indispensável pra várias cenas do filme - e definitivamente, o protagonista das cenas mais divertidas de toda a seqüência.

Uma coisa interessante dos filmes do Tarantino é como ele consegue contar o final do filme exatamente no começo e ainda assim você se perguntar desesperadamente na cadeira do cinema - COMO ELA VAI SE SAFAR DESTA????
Pra variar - excelente trilha sonora, atuações impecáveis (David Carradine!!! - UAU!), cenas absolutamente inusitadas, timing e ritmo de ação/ humor/ descanso maravilhoso.. enfim... um espetáculo de filme. Vale a pena assistir! :)

ps: Sites Oficiais --> Kill Bill 1 / Kill Bill 2

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